Caixa em greve

Quarto dia de greve na Caixa Geral de Depósitos em França.
Os sindicatos da Caixa Geral de Depósitos em França (Força Operária, Confederação Geral do Trabalho e Confederação Francesa dos Trabalhadores Cristãos) informam que a greve dos trabalhadores da Sucursal convocada para a passada terça-feira, inicia hoje o seu quarto dia.

Não obstante a mobilização acrescida dos trabalhadores (cerca de 300 num universo de 500), a Direcção Geral da Sucursal recusa qualquer negociação, ao mesmo tempo que não toma as medidas adequadas para prevenir os avultados riscos que resultam para a instituição pública e os clientes, das condições em que o Banco está a funcionar.

Com efeito, os serviços centrais estratégicos (estrangeiro, compensação, tratamento do crédito, jurídico...) que prestam apoio às agências estão paralizados, potenciando riscos que se podem elevar a milhões de euros para a Instituição pública.

Perante a inconsciência de uma direcção geral que prefere manter agências abertas - muitas a funcionar só com um director e um contratado a prazo - não obstante a paralisia dos serviços de apoio estratégicos, as organizações sindicais viram-se na obrigação de declarar elas próprias os riscos inerentes à Casa Mãe.
 
Os trabalhadores da CGD-França e as suas instâncias representativas não compreendem por que razão, apesar dos resultados excepcionais realizados pela unidade em França, os funcionários só tiveram direito a um aumento salarial colectivo de 15 euros ilíquidos por pessoa, ao mesmo tempo que o festejo pela Sucursal, com um punhado de clientes, dos 140 anos da Caixa, sorveu centenas de milhares de euros à empresa pública.

Os sindicatos dos trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos reiteram a sua luta contra a degradação das condições de trabalho e das condições salariais do pessoal da CGD, com grave impacto na saúde física e moral dos trabalhadores, no serviço prestado à Comunidade portuguesa em França e na perenidade da Sucursal.

Os sindicatos bem como a Comissão de Trabalhadores lembram que a Caixa Geral de Depósitos é uma empresa pública e que não é tolerável que dirigentes que se comportam como os Donos Disto Tudo, estejam a destruir uma instituição que serve desde há quarenta anos a emigração portuguesa em França, provocando fuga de clientes, demissões em número nunca dantes visto de trabalhadores e uma progressão alarmante do crédito malparado.

As organizações sindicais e a Comissão de Trabalhadores estranham que, prevenida, a Administração da CGD não tenha reagido até agora, deixando agudizar o conflito na sua Sucursal de França e aumentando os riscos que pendem sobre a instituição pública.

Paris, 20 de maio de 2016

Sindicatos da CGD França : FO (Força Operária), CGT (Confederação Geral do Trabalho), CFTC (Confederação Francesa dos Trabalhadores Cristãos).