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Radicalismos
Gabriel Cipriano.
Gabriel Cipriano.
15/02/2010
 
A perversidade humana vem desde o princípio, mas foi notada a céu aberto no comportamento do povo de Moisés, que fazia a travessia a caminho da terra prometida.
Naquela época e para sanar o problema, o guia do arrastão criou a taboa da lei e as respectivas correções para os desvios mais graves, mais tarde chamados crimes.
Entretanto, para além dos crimes muitas fraquezas humanas sobraram e se mantém até hoje, sem culpa e sem castigo, como herança  patriarcal.
 
Os homens aprenderam e sabem, mas nunca reconhecem os próprios erros, salvo raras exceções. Tão raras que seria estafante mencioná-las.
Entre outras melhorias do desenvolvimento humano sobrepõem-se os sistemas governativos chamados democráticos, onde todos escolhem, podem opinar e seguir seu livre arbítrio.
Esse desenvolvimento chegou também a Portugal. Hoje, os portugueses usufruem uma democracia moderna, quase exemplar, porém, para espanto geral, nosso país ainda conserva núcleos societários que falam de ditadura e outras incongruências políticas.
 
Aqui, diríamos sem medo de errar, esses são os anti democratas, os radicais. Se todas as instituições que formam a referida democracia estão ativas, os homens que as superintendem podem não ser os melhores, porém, decentes e só o não são aos olhos daqueles extremados.
E porque extremados? Ora, perderam privilégios, são invejosos, julgam-se dotados de mais saber e por isso seguem na soberba e grande ambição.
 
Neste contexto, infelizmente, encontramos todas as ocupações humanas, desde o senhor doutor ao coitado da enxada, todavia, quem mais complica a questão é o homem da  imprensa, que informa e forma opinião.
Embora, quase anonimamente, estamos no lote e por isso faremos mea-culpa nas flagrantes situações mais condenáveis: quem enaltece os GRANDES, empresários, lideres políticos e sapientes de toda a ordem? Quem coloca no topo a mediocridade, jogadores de bola e afins esportivos? Quem promove artistas e artes e toda a gama de espertos que assolam o mundo e embolsam a bolada que os humildes criam, promovem, realizam com suor e lágrimas ?
 
Hoje as sociedades formam agrupamentos de classes e os governantes, eleitos por maioria ou não, olham a todos na  linha democrática que o bom senso estabelece e que é absolutamente indispensável à concórdia.
 É isto que se passa em Portugal. Erros, deficiências e até preferências, são as SOBRAS que lá atrás citamos
e das quais também somos cativos.
 
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