A
perversidade humana vem desde o princípio, mas foi notada a céu aberto no comportamento
do povo de Moisés, que fazia a travessia a caminho da terra prometida.
Naquela
época e para sanar o problema, o guia do arrastão criou a taboa da lei e as
respectivas correções para os desvios mais graves, mais tarde chamados crimes.
Entretanto,
para além dos crimes muitas fraquezas humanas sobraram e se mantém até hoje, sem
culpa e sem castigo, como herançapatriarcal.
Os
homens aprenderam e sabem, mas nunca reconhecem os próprios erros, salvo raras
exceções. Tão raras que seria estafante mencioná-las.
Entre
outras melhorias do desenvolvimento humano sobrepõem-se os sistemas
governativos chamados democráticos, onde todos escolhem, podem opinar e seguir
seu livre arbítrio.
Esse
desenvolvimento chegou também a Portugal. Hoje, os portugueses usufruem uma
democracia moderna, quase exemplar, porém, para espanto geral, nosso país ainda
conserva núcleos societários que falam de ditadura e outras incongruências
políticas.
Aqui,
diríamos sem medo de errar, esses são os anti democratas, os radicais. Se todas
as instituições que formam a referida democracia estão ativas, os homens que as
superintendem podem não ser os melhores, porém, decentes e só o não são aos
olhos daqueles extremados.
E
porque extremados? Ora, perderam privilégios, são invejosos, julgam-se dotados
de mais saber e por isso seguem na soberba e grande ambição.
Neste
contexto, infelizmente, encontramos todas as ocupações humanas, desde o senhor
doutor ao coitado da enxada, todavia, quem mais complica a questão é o homem
daimprensa, que informa e forma
opinião.
Embora,
quase anonimamente, estamos no lote e por isso faremos mea-culpa nas flagrantes
situações mais condenáveis: quem enaltece os GRANDES, empresários, lideres
políticos e sapientes de toda a ordem? Quem coloca no topo a mediocridade, jogadores
de bola e afins esportivos? Quem promove artistas e artes e toda a gama de
espertos que assolam o mundo e embolsam a bolada que os humildes criam, promovem,
realizam com suor e lágrimas ?
Hoje
as sociedades formam agrupamentos de classes e os governantes, eleitos por
maioria ou não, olham a todos na linha
democrática que o bom senso estabelece e que é absolutamente indispensável à
concórdia.
É isto que se passa em Portugal. Erros, deficiências
e até preferências, são as SOBRAS que lá atrás citamos
e
das quais também somos cativos.
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