Advertisement
Advertisement
Accueil
Brasil x Portugal
gabrielcipriano02b.jpg
Gabriel Cipriano.
24/11/2008

(Paulada na grei, que da presunção faz lei)

Por Gabriel Cipriano - Rio de Janeiro 

Uma festa luso-brasileira que, ao final, configure uma humilhação, para uma das partes, deveria ser evitada. E não há motivo, seja ele de que natureza for, que realce tal confraternização.

Brasil 6 - Portugal 2, foi a contagem final do amistoso realizado em Brasília, entre os dois países irmãos, que deixou constrangimento entre amigos, entre irmãos, entre marido e mulher, e outros relacionamentos assimétricos, também rotulados familiares.

Para além do resultado, considerado humilhante, havemos de olhar a pobreza do espetáculo oferecido pelos contendores, já que durante a maior parte do tempo de jogo os portugueses não tocaram na bola, esta rolava entre os brasileiros sem que um pé português impedisse o grande vexame visual e, enquanto assistência cantava o famoso olé das touradas em Madrid, os golos foram acontecendo e somando.

Depois e na seqüência, amigos mimosearam amigos com torpedos, que o são de fato quando o deboche e as ironias neles contidas, por mais engraçadas que possam ser, estragam nossas tardes, nossas manhãs e, por tabela, muitas noites que antes eram de convivência pacifica, alegres e até felizes..

A verdade é que nem a qualidade do futebol brasileiro, nem a falta dela no nosso, estiveram presentes no contexto dessa humilhação. A causa  mor dela esteve refletida  na falta de vontade de  nossos atletas e na ausência de conhecimentos técnicos de seu treinador.

Porém, com toda a carga que este pesadelo possa exercer sobre nós, não temos como levantar um dedo contra a alegre exaltação dos brasileiros que, não vendo grandes méritos em sua seleção, souberam ridicularizar a nossa por sua postura omissa diante de uma missão que sempre mexe com o orgulho e a vaidade da grei.

Para atenuar e até neutralizar a densidade desta negra nuvem que se projetou sobre nós, citaremos o fato de que, no mesmo dia e horas antes, o Embaixador de Portugal, A. Seixas da Costa, foi recebido e ovacionado pelo Senado Federal de Brasília, em sua culta oratória exaltando os méritos do Padre António Vieira, que ali, em sessão extraordinária, estava sendo  homenageado, em seu quarto século de nascimento.

Então, é razoável que olhemos com decência  e coerência a questão, para  concluirmos sobre o óbvio :a hora de um encontro entre as vaidosas seleções não era propicia. Portugal vem somando os resultados mais pífios de sua história futebolística no apuramento para o campeonato mundial. Está sem comando, perdeu-o quando Filipão se foi. Também não tem jogadores, os jogadores portugueses, naturalizados ou naturais, jogam bem nos clubes estrangeiros, na seleção viram pernas de pau e, destituídos de vergonha, envergonham a nação.

Gabriel Cipriano - Rio de Janeiro
Cet e-mail est protégé contre les robots collecteurs de mails, votre navigateur doit accepter le Javascript pour le voir
 
< Précédent   Suivant >
 
© 2010 Luso.fr